|
ESPÍRITO SANTO
O pequeno povoado começou às margens do Rio Jacu
com o nome de Canabrava, em terras pertencentes ao município de
Goianinha, pelos idos de 1835. A mesma localidade recebeu o nome
de Cruz do Espírito Santo no ano de 1877. Já em 1911, passou a
condição de distrito do município de Goianinha.
Entre os eventos ocorridos no início do
povoamento, a história relata um fato que marcou época,
alcançando notoriedade, na vida de uma comunidade voltada
fundamentalmente para a atividade agrícola: “Nos idos de 1870,
um bando de cangaceiros intitulados Camisa Preta, fazia e
acontecia na região, provocando um constante clima de pânico.
Foi nessa época que o subdelegado do distrito de Cruz do
Espírito Santo conseguiu o líder do bando, Manoel Joaquim Camisa
Preta, que conseguiu fugir espetacularmente, em fevereiro de
1871, arrombando a porta da cadeia”.
Contando com terras boas, a localidade se desenvolveu, com a
participação das populações vizinhas de Goianinha e Santo
Antônio, nas atividades de pecuária e da agricultura. Em 28 de
dezembro de 1953, o distrito passou a pertencer ao município de
Várzea, com o nome de Espírito Santo. Nove anos depois, com o
distrito sempre progredindo , em 4 de janeiro de 1962, por força
da Lei nº 2.726, sancionada pelo então Governador do Estado, Dr.
Aluízio Alves, Espírito Santo desmembrou-se de Várzea,
tornando-se um novo município do Rio Grande do Norte.
Entre
os filhos de Espírito Santo, a história destaca o professor João
Tibúrcio da Cunha Pinheiro, famoso educador com projeção
estadual, considerado o “Mestre de gerações” e orgulho do
magistério norte-rio-grandense, nascido no ano de 1845, no Sítio
Jardim.
E
hoje nos dias atuais podemos encontrar em nossa Cidade pessoa
com tonho doido, dedé do improviso e canjerê.
|